domingo, 10 de novembro de 2013

Navegar


Não deixes de navegar, o mar é o teu assentamento, é o teu tudo, é a tua chance de alcançar a felicidade.
 
 
 
Segredos do Mar
Ta kohília ihoúne tis thálassas to rithmó
I palíria férni éna grámma érotikó
Sto paráthiro mou vlépo éna plío na perná
O naftis fonázi antío apó makriá
Os búzios soam o ritmo das marés
A preia-mar dá à costa uma carta de amor
Da minha janela vejo um navio a passar
Um marinheiro lá bem longe diz adeus
A Lua guarda eternos segredos
Mais profanos da nossa paixão
O Mar liberta e solta os medos
Que se escondem no teu coração
Mátia mou, Na horevis se kitó
Ta mátia sou, In tou féggariou to fos
To grámma élege agápi mou tha fígo
Na érthi elpízo i méra na se xanadó
Tin kardiá sou kitó sto feggári pou hámogelái
I thálassa akóma to áromá sou kratái
A carta dizia amor vou partir
Oxalá um dia te volte a encontrar
No sorriso da lua vejo o teu coração
Ainda sinto o teu cheiro na brisa do mar
A Lua guarda eternos segredos
Mais profanos da nossa paixão
O Mar liberta e solta os medos
Que se escondem no teu coração
Mátia mou, Na horevis se kitó
Ta mátia sou, In tou féggariou to fos
 

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Conta-me!


“Quantas historias tens? De onde Vens? Para onde vais? Quantas vezes rasgaste as nuvens?”


 
 
Anda Comigo Ver Os Aviões
Anda comigo ver os aviões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu
Anda comigo ao porto de leixões ver os navios
A levantar ferro
A rasgar o mar
Um dia eu ganho a lotaria
Ou faço uma magia
Mas que eu morra aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo,
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti
Anda comigo ver os automóveis à avenida
A rasgar nas curvas
A queimar pneus
Um dia vamos ver os foguetões levantar voo
A rasgar as nuvens
Rasgar o céu...
Um dia eu ganho o totobola
Ou pego na pistola
Mas que eu morra aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
O quanto eu gosto de ti
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à lua
Nem que eu roube a lua,
Só para ti
Um dia eu vou jogar à bola
Ou vendo esta viola
Nem que eu morra aqui
Mulher tu sabes o quanto eu te amo
E que eu morra aqui
Se um dia eu não te levo à América
Nem que eu leve a América até ti

domingo, 3 de novembro de 2013

Sanlúcar de Guadiana-Espanha


O Dia Virá
Para não se perder a expectativa de melhores dias, procura-se a felicidade e não perfeição.


Não me percas
Sei que nem vais tentar entender,
Ouvir um "mas" que eu possa dizer,
Sei que nem vais olhar-me sequer,
Ver quem eu sou...


Mesmo se grito ao longe,
E te perco enquanto foges,
Acabo aqui sentado do lado de cá...

Sei que não vais conseguir ver,
Sou o que não tem mais a perder...
Sei que nem vais compreender,
Sou o que não se importa
De ficar à porta em vão...

E o dia virá, sei que devagar,
Será um só e pronto a escapar,
Passas por mim, ou finges que sim,
Prendo-te ali...

E quando estiveres bem perto,
E te toco em jeito incerto,
Faço de ti um outro pedaço de mim...

Sei que não vais conseguir ver,
Sou o que não tem mais a perder...
Sei que nem vais compreender,
Sou o que não se importa de ficar
À porta em vão...