domingo, 27 de dezembro de 2015

Feliz Ano Novo

         "Bom/Feliz Ano Novo, os meus melhores votos para todos, principalmente para   aqueles que têm a coragem de lutar por um futuro melhor."

"Happy New Year, my best wishes for everyone, especially 
for those who have the courage to fight for a better future."

PERDIDO - AHNUC FT KULPADO

“A lei de Caim é a lei do fratricídio. A lei do fratricídio é a lei da guerra. A lei da guerra é a lei da força. A lei da força é a lei da insídia, a lei do assalto, a lei da pilhagem, a lei da bestialidade. Lei que nega a noção de todas as leis, lei de inconsciência, que autoriza a perfídia, consagra a brutalidade, agaloa a insolência, eterniza o ódio, premia o roubo, coroa a matança, organiza a devastação, semeia a barbaria, assenta o direito, a sociedade, o Estado no princípio da opressão, na omnipotência do mal. Lei de anarquia, que se opõe à essência de toda legalidade, substituindo a regra pelo arbítrio, a ordem pela violência, a autoridade pela tirania, o título jurídico pela extorsão armada. Lei animal que se insurge contra a existência de toda a humanidade, ensinando o homicídio, propagando a crueza, destruindo lares, bombardeando templos, envolvendo na chacina universal velhos, mulheres e crianças. Lei de torpeza, que proscreve o coração, a moral e a honra, misturando a morte com o estupro, a viuvez com a prostituição, a ignomínia com a orfandade. Lei de mentira, na falsa história que escreve, nos falsos pretextos que invoca, na falsa ciência que explora, na falsa dignidade que ostenta, na falsa bravura que assoalha, nas falsas liberdades que reivindica, fuzilando enfermeiras, atacando hospitais, metralhando povoações desarmadas, incendiando aldeias, bombeando cidades abertas, minando as estradas navais do comércio, submergindo navios mercantes, canhoneando tripulações e passageiros refugiados nas lanchas de salvamento, abandonando as vítimas da covardia das suas proezas marítimas aos mares revoltos e aos frios dos Invernos boreais. Lei do sofisma, lei da inveja, lei da carniçaria, lei do instinto sanguinário, lei do homem brutificado, lei de Caim. "


"The law of Cain is the fratricide law. The law of fratricide is the law of war. The law of war is the law of force. The law of force is the law of insidiousness, the assault of the law, the law of looting, the law of bestiality. Law which denies the notion of all laws, unconsciousness law authorizing the perfidy, enshrines the brutality, agaloa insolence, perpetuates hatred, rewards the theft, crown killing, organizes the devastation sow barbarism, based Right , society, the state on the principle of oppression, the evil omnipotence. Anarchy law, which opposes the essence of all legality, replacing the rule by the will, the order in violence, authority, the tyranny, the legal title for the armed robbery. Animal law who protested the existence of all humanity, murder teaching, spreading the rawness, destroying homes, bombing temples, involving the old universal slaughter, women and children. Turpitude law, which proscribes the heart, morals and honor, mixing death with rape, widowhood with prostitution, the shame with orphanhood. Lie law, the false story that writes in the false pretenses that relies on false science that explores the false dignity bearing in false bravery that assoalha, the false freedoms which claims, glaring nurses, attacking hospitals, strafing unarmed villages, burning villages, pumping open cities, undermining the naval roads trade, sinking merchant ships, crews and canhoneando refugees passengers on rescue boats, abandoning the victims of the cowardice of their maritime prowess to rough seas and cold of the boreal winters. Sophistry of law, law of envy, law of butchery, the bloodthirsty instinct law, the law brutificado man, Cain law. "

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Com o tempo

As coisas boas vem com o tempo, as melhores do nada.



Vitorino - Vou-me embora vou partir

Vou-me embora, vou partir mas tenho esperança
de correr o mundo inteiro, quero ir
quero ver e conhecer rosa branca
e a vida do marinheiro sem dormir

E a vida do marinheiro branca flor
que anda lutando no mar com talento
adeus adeus minha mãe, meu amor
eu hei-de ir hei-de voltar com o tempo

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ideias

     Esforçamo-nos para ter boas ideias, esquecemos que as melhores ideias surgem de uma maneira imprevisível.


Márcia --- Deixa-me ir

Deixa-me ir
embora do teu centro
onde eu souber existir.
Deixa-me ir
onde eu não sei andar a sós
poder viver
da minha voz
Se incendeia é bem melhor
que ter a ideia do que é amar
relatado a negro
No meu passeio eu vi
gente a andar a pé
Os que vão primeiro ser
no que ainda não é
Não sei pintar Amor
sem ser da cor
que enche tudo.

Deixa-me ir
embora do teu centro
onde eu puder existir
ser mais do que eu sinto.
Deixa-me ir
se eu não sei andar a sós
vou querer dizer
com a minha voz
se incendeia é bem melhor
que ter a ideia do que é amar
relatado a negro.
No meu passeio eu vi
gente a andar a pé
Os que vão primeiro ser
no que ainda não é.
Não sei pintar Amor
sem ser da cor
que enche tudo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sozinho

Ficar sozinho é necessário, às vezes afasta problemas, pessoas e deceções



Xutos & Pontapés - Homem do Leme

Sozinho na noite
um barco ruma para onde vai.
Uma luz no escuro brilha a direito
ofusca as demais.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo do mar
jazem os outros, os que lá ficaram.
Em dias cinzentos
descanso eterno lá encontraram.

E mais que uma onda, mais que uma maré...
Tentaram prendê-lo, impor-lhe uma fé...
Mas, vogando à vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

No fundo horizonte
sopra o murmúrio para onde vai.
No fundo do tempo
foge o futuro, é tarde demais...

E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
E uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida é sempre a perder...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Pode o amor passar

            Costa Vicentina/Algarve/Alentejo
Tudo pode passar, sempre há de existir um novo amanhã





António Zambujo- De Mares e Marias

Pode ser
Que a tarde pare para ver mais uma vez
O sol perder-se no mar
Tu e eu

Pode ser
Que a noite queira dizer tanta coisa
Mais de uma vez
Eu sei, eu sei
Pode o amor passar
Ninguém saber

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Passarada

Pardais, Cucos, Melharucos, Cada vez há mais.




Tais Quais - Moda da Passarada

Namorei uma rapariga,
"Pares de meias
Nem me dês!"

Quais, quais, oliveiras, olivais
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Tarambolas, galinholas,
Perdizes e codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, melharucos,
Cada vez há mais.

Calçasse eu as que calçasse,
Sempre tinha frio nos pés.

Quais, quais, oliveiras, olivais
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Tarambolas, galinholas,
Perdizes e codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, melharucos,
Cada vez há mais.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Certeza

Se a vida é um improviso, será que existe a certeza?
 


Fala-me de Amor -Santos e Pecadores

Acabei por ter
Um fraco por ti
Que foi? como veio?
Eu não percebi

Pergunto como está
A velha certeza
Será que tu sabes
O que correu mal

É que hoje eu já sabia dizer
Ama-me, leva-me para lá do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor
Segue-me, prende-me para lá do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor

Quero-te dizer
Que ainda estou aqui
Todo o tempo à espera
De ti

Quero-te alcançar
E estou a pedir
Para ser como era
Quando te conheci

É que hoje eu já sabia dizer
Ama-me, leva-me para lá do meu horizonte
Fala-me de amor
Fala-me de amor Fala-me de amor

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Rosa Branca

Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito



Mariza- Rosa Branca

De rosa ao peito na roda
Eu bailei com quem calhou
Tantas voltas dei bailando
Que a rosa se desfolhou

Quem tem, quem tem amor a seu jeito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito

Ó roseira, roseirinha
Roseira do meu jardim
Se de rosas gostas tanto
Porque não gostas de mim

Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito
Colha a rosa branca, ponha a rosa ao peito

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Não há nada

Não há nada que não se modifique, não há nada pior do que sentir o nada.





"Rui Veloso & Amigos" feat. Carlos do Carmo - "Os velhos do jardim"

Quando o sol sobe no céu,
Chegam ao jardim os velhos,
Honoráveis presidentes
Dos bancos de pau vermelhos;

Analisam movimentos,
Conferem as florações,
Medem o canto das aves,
Dão aval às estações.

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

Depois, chamam os pombos…
De pão e milho dão festins
E os pombos falam com eles
Na língua dos querubins.

Quando a tarde se despede,
Voltam de novo a ser velhos;
Seguem o rasto do sol,
No lago feito de espelhos

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

O dia vai-se acabando
No seu lento e frio afago,
Um dia vão subir ao céu
Montados nos cisnes do lago.

Não há nada no universo
Que aconteça sem o não e sem o sim
Dos velhos do jardim.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Convicção

Todos necessitamos de alguém que necessite de nós



MIKKEL SOLNADO Na tua imaginação

Numa noite sem igual
Chegaste ao pé de mim
Não sei, não sei
Se és tu
Falaste com convicção
Só te peço que me dês uma razão
Ou pelo menos conta-me outra versão
Essa dúvida que tu tens
Só pode ser
Na tua imaginação
oh... oh... oh...
Numa noite sem igual
Vejo tudo o que eu vivi
Só sei, Só sei
Que és tu
Até não sentirmos mais
Só te peço que me dês uma razão
Ou pelo menos conta-me outra versão
Essa dúvida que tu tens só pode ser
Na tua imaginação

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Deixa voar os sonhos

Os sonhos fazem-nos voar mais alto.


O meu abrigo - Mafalda Veiga

Olha pra mim
Deixa voar os sonhos
Deixa acalmar a tormenta
Senta-te um pouco aí

Olha para mim
Fica no meu abrigo
Dorme no meu abraço
E conta comigo
Que eu estarei aqui

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei
sempre que te sentires só

Olha pra mim
Hoje não há batalhas
Hoje não há tristeza
deixa sair o sol

Olha para mim
fica no meu abrigo
perde-te nos teus sonhos
e conta comigo

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

enquanto anoitece,
enquanto escurece
e os brilhos do mundo
cintilam em nós
enquanto tu sentes
que se quebrou tudo
eu estarei sempre
que te sentires só

eu estarei sempre
que te sentires só


eu estarei sempre 

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Começar de novo

Por vezes, começar de novo é exactamente o que uma pessoa precisa.




João Pedro Pais - Havemos de lá chegar

Começamos de novo
Temos muito a fazer
Não perdi o juízo
Podes ver para querer
Chega bem mais perto
Abraça-me devagar
Diz-me tudo o que pensas
Vamos recomeçar

Ainda naquele dia
Por acaso pensei
Nas palavras que dizes
Que sabem sempre tão bem
Fico mais desperto
Ao que tenho para ver
O coração aguenta
Não tenho como ceder

Começamos de novo
Havemos de lá chegar
Faz parte do jogo
Ter força para mudar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar

Gosto desse teu jeito
Desse teu modo de estar
Parece tudo perfeito
Quando te ouço falar
Tens essa pose elegante
Que faz um homem querer
O teu riso contagiante
Não temos tempo a perder

Quando me vires a passar
Vem à janela e sorri
Levanto os braços ao luar
Para que te lembres de mim
Sou um homem que luta
Que consegue parar
Sem medalhas ao peito
Mas com tanto para dar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar
Faz parte do jogo
A força para mudar

Começamos de novo
Havemos de lá chegar

Este céu é o limite
Os rios correm para o mar
Havemos de lá chegar

Havemos de lá chegar

Havemos de lá chegar

terça-feira, 22 de setembro de 2015

MARIA ALBERTINA

Esse teu nome é cá da terra e tem muito encanto






HUMANOS - MARIA ALBERTINA

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina

Maria Albertina deixa que eu te diga....
Maria Albertina deixa que eu te diga....

Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto
Esse teu nome eu sei que não é um espanto mas
é cá da terra e tem
tem muito encanto

Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
Maria Albertina como foste nessa
de chamar Vanessa à tua menina
que é bem cheiinha e muito moreninha

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Valer A Pena

Vá em frente, arrisque, viva, faça valer a pena.





Ala dos Namorados com Carlos Nobre (Carlão) - Razão de Ser

Deixa ser como o luar, à minha vontade
como a águia ser a águia, sem nenhum problema...
ser a cor teu grão de areia, a minha unidade
do deserto e do mar, que coisa pequena...
ter do tempo a claridade do sol promissor
como o índio, ser o índio e valer a pena

E valer a pena...
sem outra razão e valer a pena...

Ai se eu pudesse... ter a paz...!
para te dar... um pouco do céu!
um pouco do sonho, um pouco de paz...
sem outra razão já valia a pena...

Ser de rir e de chorar
ser do meu momento
como o vento, ser o vento e a sua feição...
ter da flor a sua essência só pelo prazer...
só o ser... só o ser sem a condição...
amar-te só porque sim e valer a pena
só o sim, só o sim sem a explicação...
e valer a pena... sem outra razão e valer a pena...

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

No Silêncio



            Rio Arade/Algarve

É no silêncio que retornam as grandes lembranças.

 
Paulo Gonzo - Sei-te de Cor

Sei de cor
Cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças,
Meu amor sei-te de cor

Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar
Não digas que o louco sou eu
Se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei porque becos te escondes,
Sei ao pormenor o teu melhor e o pior
Sei de ti mais do que queria
Numa palavra diria
Sei-te de cor.

Sei cada capricho teu e o que não dizes
Ou preferes calar, deixa-me adivinhar
Não digas que o louco sou eu
Se for tanto melhor
Amor sei-te de cor

Sei de cor cada traço do teu rosto, do teu olhar
Cada sombra da tua voz e cada silêncio,
Cada gesto que tu faças Meu amor sei-te de cor

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Partilhar

Hoje, amanhã e sempre, devemos partilhar felicidade.



Jorge Palma - Encosta-te a mim

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganes
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,
encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim,
deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba
que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada,
seja como for.

Eu venho do nada,
porque arrasei o que não quis
em nome da estrada,
onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim,
vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba,
quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei,
às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem,

encosta-te a mim

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Olhamos

Praia do Ancão! Algarve/ Portugal 
Os dias passam e nada muda, mas quando olhamos para trás tudo está diferente




Pedro Abrunhosa - Se Eu Fosse Um Dia O Teu Olhar

Frio,
o mar
Por entre o corpo
Fraco de lutar.
Quente,
O chão
Onde te estendo
E te levo a razão.
Longa a noite
E só o sol
Quebra o silêncio,
Madrugada de cristal.
Leve, lento, nú, fiel
E este vento
Que te navega na pele.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco +...)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.

Sangue,
Ardente,
Fermenta e torna aos
Dedos de papel.
Luz,
Dormente,
Suavemente pinta o teu rosto a
pincel.
Largo a espera,
E sigo o sul,
Perco a quimera
Meu anjo azul.
Fica, forte, sê amada,
Quero que saibas
Que ainda não te disse nada.
Pede-me a paz
Dou-te o mundo
Louco, livre assim sou eu
(Um pouco mais)
Solta-te a voz lá do fundo,
Grita, mostra-me a cor do céu.

Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.
Se eu fosse um dia o teu olhar,
E tu as minhas mãos também,
Se eu fosse um dia o respirar
E tu perfume de ninguém.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Às vezes

“Fingimos que não entendemos”


D.A.M.A - Às Vezes

Às vezes não sei o que queres e digo ok
Às vezes não sei o que faço e tu tá bem
Às vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém

Sei que às vezes eu não estou do teu lado (ok)
E não te ligo por estar muito ocupado (tá bem)
Tu não mereces eu deixar-te nesse estado (eu sei)
Desculpa não ser esse príncipe encantado
Quando não respondo, não sei porque é que me escondes, sabes

Que sou teu, mas queres um romance apertado
Às vezes é um sufoco, outras vezes fico louco e dizes
Não tens razão para te sentir enganado
Eu sei que me contas coisas que não contas a mais ninguém
E perguntamos ao tempo quanto tempo o tempo tem
Passam, horas, dias, choras, sei que está tudo errado dizes

Não vás embora, fica, mais um bocado
Eu fico sempre por perto por mais voltas que dês
Tu sabes, que eu não me apego, depois vens com porquês
Imaginas essas histórias tipo "era uma vez"
Baby, eu sou a folha em branco dos romances que lês

Às vezes não sei o que queres e digo ok
Às vezes não sei o que faço e tu tá bem
Às vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém

shhh eu não digo a ninguém
que me queres e preferes aos outros que tu tens
Eu sei, que é difícil quando o clima é propício
Controlares esse teu vício que tens por mim desde o início, ok
Eu quero e faço por isso e tu queres um compromisso
E eu sou mais de improviso e tu só queres ficar bem
E ficas doida comigo porque tens noção do perigo
Mas eu não se se consigo dar-te tudo o que tenho
Sabes que te quero embora seja às vezes
Tento ser sincero, só que, tu não me entendes
Não tenho culpa, mas não sinto o que tu sentes
Hoje ficas cá em casa, uma vez não são vezes

Às vezes não sei o que queres e digo ok
Às vezes não sei o que faço e tu tá bem
Às vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém

Oh e eu não digo a ninguém
Eu sei

Sobe, que eu não digo a ninguém
Cora, que eu não digo a ninguém
Fica, que eu não digo a ninguém
Podes fazer o que quiseres que eu não digo a ninguém.

Às vezes não sei o que queres e digo ok
Às vezes não sei o que faço e tu tá bem
Às vezes fazes de propósito, eu sei
Uma vez não são vezes e eu não digo a ninguém

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Diferente

Nada é tão perfeito, como um dia diferente.



Rita Guerra - À Espera do Sol

No dia em que te foste embora
Anoiteceu
Desde essa dia,
Nunca mais amanheceu...

E sei que desde então
Vivo na escuridão...

À espera do sol.
Talvez do luar,
À espera de luz
Para me iluminar

À espera de quem
Já me fez feliz,
À espera do sol,
À espera de luz,
À espera de ti.

Agora a noite
É a minha companhia
Porque tu foste
E levaste a luz do dia.


E sei que desde então
Vivo na escuridão

À espera do sol.
Talvez do luar,
À espera de luz
Para me iluminar

À espera de quem
Já me fez feliz,
À espera do sol,
À espera de luz,
À espera de ti.

E sei que desde então
Vivo na escuridão

À espera do sol.
Talvez do luar,
À espera de luz
Para me iluminar


À espera de quem
Já me fez feliz,
À espera do sol...

À espera do sol.
Talvez do luar,
À espera de luz
Para me iluminar

À espera de quem
Já me fez feliz,
À espera do sol,
À espera de luz, 
À espera de ti.

domingo, 16 de agosto de 2015

Escolha

Em todos os momentos existe uma escolha.



Rui Veloso - Não há estrelas no céu

Não há estrelas no céu a dourar o meu caminho,
Por mais amigos que tenha sinto-me sempre sozinho.
De que vale ter a chave de casa para entrar,
Ter uma nota no bolso para cigarros e bilhar?

A primavera da vida é bonita de viver,
Tão depressa o sol brilha como a seguir está a chover.
Para mim hoje é Janeiro, está um frio de rachar,
Parece que o mundo inteiro se uniu para me tramar!

Passo horas no café, sem saber para onde ir,
Tudo à volta é tão feio, só me apetece fugir.
Vejo-me à noite ao espelho, o corpo sempre a mudar,
De manhã ouço o conselho que o velho tem pr'a me dar.

Vou por aí às escondidas, a espreitar às janelas,
Perdido nas avenidas e achado nas vielas.
Mãe, o meu primeiro amor foi um trapézio sem rede,
Sai da frente por favor, estou entre a espada e a parede.

Não vês como isto é duro, ser jovem não é um posto,
Ter de encarar o futuro com borbulhas no rosto. 
Porque é que tudo é incerto, não pode ser sempre assim, 
Se não fosse o Rock and Roll, o que seria de mim?

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Caminho de casa


Mesmo no caminho de casa, o inesperado continua a surpreender-nos






Fausto - Todo Este Céu

Abraça-me bem, cobre meu corpo enfim nesse agasalho
São os teus braços sim, cuida de mim
Basta-me um gesto, porém, abraça-me bem
Bem no teu colo
Chega-me mais a ti, um pouco mais...
Suavemente assim tudo por fim são mágoas que eu consolo bem no teu colo

Todo este céu de pássaros e tons muito assombrados traz o teu ser tão bom, todo este som, descerras o meu véu...todo este céu

Lançado à Terra sob restingas e ilhéus, nas sombras de asas... Lembram a ausência de um beijo, um último adeus
Só teu afago me espera lançado à Terra

E qualquer coisa acontece no mais alto dos céus
Qualquer coisa no fundo do meu coração, mas não sei das trevas nem da luz
Pois sem ti não há nem céu nem chão
E se a noite já ronda a minha cruz luz nas trevas, minha paixão

Abraça-me bem, Cobre meu corpo enfim nesse agasalho
São os teus braços sim, cuida de mim
Basta-me um gesto, porém, abraça-me bem
Chega-me mais a ti, um pouco mais...
Suavemente assim tudo por fim são mágoas que eu consolo bem no teu colo
Bem no teu colo...

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Um Sonho





Desejo habitar num lugar onde não necessito de armadura, um lugar onde o único barulho seja o do vento e do mar.





Delfins - Um Lugar Ao Sol

Se souberes adormecer
com o dia no olhar
O teu sonho viverás
E ao chegar o amanhecer
Não terás que aceitar
Entrar no jogo a perder

Para procurar um lugar
um lugar ao sol sempre teu
sei que é um sonho e não pertence a mais ninguém

O teu lugar ao sol
Se souberes acreditar
que sonhar é só viver
e viver imaginar

Vais conquistar um lugar
um lugar ao sol sempre teu
sei que é um sonho e não pertence a mais ninguém
o teu lugar ao sol

Não pares de lutar
agarra o dia ao nascer
há uma batalha a travar
que só tu podes vencer...

só tu podes vencer
Um lugar ao sol
assim que o dia nascer
o teu lugar ao sol

domingo, 26 de julho de 2015

Sonhos adiados


          O que destrói uma geração não são os sonhos adiados, é a ausência da equidade 


UHF "A Minha Geração"

A minha geração
acreditou em promessas
engrossou a procissão
foi indo na conversa
aceitou o futuro
como se fosse presente
a cenoura e o burro
qual dos dois vai à frente
a minha geração
deu tudo por uma casa
mistério e padrão
de uma vida hipotecada
encheu-se de rotinas
começou pelo casamento
uma vida preenchida
sem nada por dentro
a minha geração
ainda fuma uns charros
essa espécie de que acende o passado
transferiu para os filhos
os sonhos adiados
chamou-lhe destino
nos versos de um fado

a minha geração
trocou a felicidade
por bens de consumo
mas jura e acontece
que quer ir mudar o mundo
jogou à cabra cega
deixou-se apanhar
a vida é uma arena
onde nos querem lixar

a minha geração